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domingo, 5 de setembro de 2010

Se tu pudesse sentir.



Não me peça pra ser apenas um passa tempo, pois eu não sei ser isso, e não me peça para ser eternidade, também não sei ser isso. Para todo o sempre não existe. Não peça que eu parta, eu nunca soube ser a despedida, muito menos a chegada, então não me peça pra voltar.


Meio termo, por inteiro, infinito, chegada ou partida. Eu só precisava que tu não estivesse aqui, ♥.

domingo, 22 de agosto de 2010

Armas e poemas.


Seria imperceptível se a magnitude natural que a rodeava não a fizesse brilhar, mesmo sem querer. E nesse sem querer querendo, vivia. Cruzando destinos, deixando marcas, desilusões, vírgulas, reticências, interrogações, exclamações, mas nunca o maldito do ponto final, quando na verdade só o que gostaria de evitar, adiar, procrastinar, retardar, seja lá a palavra que eu tenha que usar pra descrever o que ela queria, era isso, nunca um fim, nunca um “foi somente isto”. Pra não ter que se deparar com o clássico: Era uma vez... Opa, cadê o final feliz? Esse era seu desejo... Evitar, adiar, procrastinar, retardar o seu único medo, a decepção.

Uma sensação estranha essa de ser (in)dependente de alguém.

domingo, 15 de agosto de 2010

Acertei errando.


Palavras desperdiçadas e tempo perdido. Começo meio e fim. Ele era quase da tua altura, quase o mesmo timbre de voz, quase o mesmo jeito de andar, ao falar a boca dele se mexia praticamente quase igual a tua, o sorriso quase idêntico, aquele jeito irônico de falar, também quase igual ao teu, quase o mesmo jeito de se vestir, quase o mesmo cheiro, quase o mesmo gosto musical, quase a mesma literatura de cabeceira, quase o mesmo beijo, quase a mesma fisionomia, quase o mesmo amor.
Ah, se não fosse o “QUASE”.
(suspiros)

domingo, 8 de agosto de 2010

você não entende.


E dessa vez me deparei com os papéis invertidos, eu ali, sendo o motivo de alguém, o sorriso de alguém, o porto seguro de alguém.

domingo, 1 de agosto de 2010

Fragmentos de uma história mal resolvida.





Natural é sentir falta de alguém. Anormal é não sentir nada. E enquanto o errado parecer certo, eu vou continuar errando.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Feliz dia do amigo!


Eu rezo pra que um dia todo mundo encontre um amigo, um amigo que também seja irmão. Uma única pessoa que fará o papel de várias pessoas, em momentos diferentes. E que exista reciprocidade nessa relação, e que nesse amigo você possa depositar todas as suas felicidades, loucuras, medos, angustias... Sem receios. Aquele amigo que te vê errando e aponta seu erro, mas que não te julga por isso, apenas espera que você aprenda e saiba concertar o que fez. Um amigo que aceite seus defeitos e ame e saiba reconhecer as suas qualidades. Você vai encontrar nas palavras e conselhos desse amigo uma segurança absoluta, e só de se olharem um vai saber o que se passa na cabeça do outro. Existirá uma cumplicidade tamanha entre vocês, anos depois vocês ainda vão lembrar de como se conheceram e vão dar muita risada do que passaram juntos. Rezo para que vocês encontrem o que eu encontrei. Um amigo-irmão.

13 anos e uma verdadeira amizade, irmandade eu diria. Dedico esse texto especialmente a Jéssica Bubols, minha melhor amiga. Serei pra sempre, sua eterna confidente. E estarei aqui quando tudo parecer sem solução.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Hello stranger.



E eu? Eu... Sinto muito, por não sentir mais nada.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mãe.


Era saudade o que eu sentia. Mas era saudade de alguém que eu sabia que voltaria, e eu sabia que quando eu a encontrasse, tudo o que sentíamos uma pela outra estaria exatamente no mesmo lugar e no mesmo sentido, talvez só em proporções diferentes, proporções cada vez maiores. E não tê-la por perto era pra mim como se todos os dias não tivessem acontecido. Eu poderia estar no meio de milhares de pessoas, e ainda assim ia me sentir sozinha. Poderia passar o dia inteirinho comendo, e mesmo assim um vazio imenso rodearia meu estômago. Eu poderia estar enrolada em dez cobertas macias e peludas, meu coração ia continuar frio e nada que me enrolasse ou me apertasse ia ser igual ao abraço dela. Qualquer piada ou distração não eram o suficiente pra me fazer esquecer o quanto não vê-la todos os dias me doía fundo. Mas eu só precisava de uma carga, como um desses celulares, eu só precisava de uma carga dela pra que tudo voltasse ao normal. É, era pura saudade o que eu sentia.

domingo, 6 de junho de 2010

Bem-vinda!


Desconfie da demasiada felicidade daqueles que sempre sorriem e também da tristeza daqueles que sempre choram. Às vezes um sorriso esconde algumas (lê-se muitas) e profundas lagrimas e vice-versa. Reflita!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Meu medo é sempre voltar.

"Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim."

Caio Fernando Abreu.