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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Você tem.



Saí por aí um dia desses sem destino, sem preocupação, sem alvo certo, sem caminho certo, meu mundo. No meio da caminhada, ou inicio inconsciente, não sei... Percebi que por mais que não queiramos, nossos passos estão traçados, linhas de pensamentos inconstantes, sucessivas, e de um só propósito a cada dia. E dessa vez o meu era sem querer querendo tentar encontrar alguém especial, algo ou alguém que provasse, atestasse, ou ao menos sinalizasse a mim um motivo para continuar acreditando, que seja torpe amoral ou sei lá o que... Um motivo. Procurei em cada rosto desconhecido algum eterno Romeu e foi quando o vi não muito distante, em direção contrária a minha, cabelos grisalhos, vinha de bicicleta carregando sua Julieta, nas mãos da amada avistei flores e no seu rosto um lindo sorriso, ah Romeu.

Achei o meu motivo de hoje, e tu achaste o teu?
Porque amor não se define, mas talvez uma pequena porcentagem sua seja isso, a procura diária por motivos para não desistir.
Mais amor, por favor!

domingo, 7 de novembro de 2010

Abs(trato).


Longe, perto, longe, longe, perto e longe. Um passo a frente, dois pra trás. Regressão. Um caminho estranho, estranho porem necessário. Você já teve que continuar seguindo mesmo sem saber para onde deve ir?

Há muito mais, alem do que podemos ver. Mas se você caminhar olhando somente para trás nunca vai conseguir enxergar o que se tem pela frente. Ser feliz é agora!

Imagem por: Ygor Marotta.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Da sessão: cartas #2

Vó.

Não sei como as coisas foram chegar a esse ponto sem eu perceber vó, fui ficando triste, triste, triste, vazia, o mundo ali e eu me fechando pra ele vó, e tu aí né vó... Me observando.
Desculpa vó, se não passei tempo suficiente com a senhora, não passei né vó? E hoje eu sei que todo tempo do mundo ainda é pouco né, e a gente acha que tem um vidão pela frente e de certa forma acredita que as coisas são eternas, doce engano né vó? Desculpa vó se estava ocupada demais com o trabalho para ir ao seu aniversário, desculpa vó por não ir todas as vezes que pude a sua casa, eu achava mais bacana passar meu tempo das férias com a galerinha vó, do que contigo, como eu fui burra vó, desculpa vó se não prestei atenção no teu Italiano e nas coisas que aparentemente pra mim eram bobas, mas mal sabia eu, eram muito sabias. Lembro daquela vez vó, que quando pequena sujei meu vestido todinho de amora, manchei ele e a senhora disse pra mãe que não era minha culpa né vó, eu lembro de como à senhora ria pra mim vó e hoje mal consegue mexer a boca para mostrar os dentes, mas não se preocupe vó, eu vejo nos teus olhos, eu vejo teu sorriso neles. E eu vejo orgulho neles vó, até mesmo admiração, obrigada vó por me fazer sentir isso. E me desculpa de verdade vó, eu poderia estar lá, eu poderia estar, mas a gente sempre acha que vai dar que vai dar que outras oportunidades vão vir né vó? Mas não vieram vó, e eu não tenho como voltar. Eu não quero ser desacreditada igual à mãe vó, ela disse que eu sou muito bobinha e que amor não existe, mas a senhora me disse que era pra eu encontrar alguém pra amar, lembra vó? Eu vou encontrar vó, eu prometo.
Sabe como são esses correios de hoje em dia, e a senhora nunca se acostumou com a tecnologia né vó? Eu sei... Nem telefone. Tenho receio de que quando essa carta chegar teus olhos já estejam cerrados e nunca mais abram vó, e aí vó eu vou ter que te pedir desculpas mais uma vez por nunca ter tido coragem de te dizer todas essas coisas vó. Eu te amo.

Da tua netinha, Lourdes.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Da sessão: cartas.


Don Juanito. Eu poderia fazer qualquer coisa pra mudar tudo, mas qualquer coisa não é o mesmo que tudo e pra tudo ainda me falta muito. Ter alguém, um lugar pra ficar, ter a mim mesma sem pestanejar. Estar aqui sem estar lá, em pensamento. Com ele. Desde já dedico a ti meu mais saudoso adeus.

Carinhosamente, sua linda.
Imagem por: Ygor Marotta. 

                                                                                                 

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Where is the love?


Levantei e parti. Pensei em voltar, mas depois da despedida voltar é quase tão mais doloroso do que ter que ir.

domingo, 5 de setembro de 2010

Se tu pudesse sentir.



Não me peça pra ser apenas um passa tempo, pois eu não sei ser isso, e não me peça para ser eternidade, também não sei ser isso. Para todo o sempre não existe. Não peça que eu parta, eu nunca soube ser a despedida, muito menos a chegada, então não me peça pra voltar.


Meio termo, por inteiro, infinito, chegada ou partida. Eu só precisava que tu não estivesse aqui, ♥.

domingo, 22 de agosto de 2010

Armas e poemas.


Seria imperceptível se a magnitude natural que a rodeava não a fizesse brilhar, mesmo sem querer. E nesse sem querer querendo, vivia. Cruzando destinos, deixando marcas, desilusões, vírgulas, reticências, interrogações, exclamações, mas nunca o maldito do ponto final, quando na verdade só o que gostaria de evitar, adiar, procrastinar, retardar, seja lá a palavra que eu tenha que usar pra descrever o que ela queria, era isso, nunca um fim, nunca um “foi somente isto”. Pra não ter que se deparar com o clássico: Era uma vez... Opa, cadê o final feliz? Esse era seu desejo... Evitar, adiar, procrastinar, retardar o seu único medo, a decepção.

Uma sensação estranha essa de ser (in)dependente de alguém.

domingo, 15 de agosto de 2010

Acertei errando.


Palavras desperdiçadas e tempo perdido. Começo meio e fim. Ele era quase da tua altura, quase o mesmo timbre de voz, quase o mesmo jeito de andar, ao falar a boca dele se mexia praticamente quase igual a tua, o sorriso quase idêntico, aquele jeito irônico de falar, também quase igual ao teu, quase o mesmo jeito de se vestir, quase o mesmo cheiro, quase o mesmo gosto musical, quase a mesma literatura de cabeceira, quase o mesmo beijo, quase a mesma fisionomia, quase o mesmo amor.
Ah, se não fosse o “QUASE”.
(suspiros)

domingo, 8 de agosto de 2010

você não entende.


E dessa vez me deparei com os papéis invertidos, eu ali, sendo o motivo de alguém, o sorriso de alguém, o porto seguro de alguém.

domingo, 1 de agosto de 2010

Fragmentos de uma história mal resolvida.





Natural é sentir falta de alguém. Anormal é não sentir nada. E enquanto o errado parecer certo, eu vou continuar errando.