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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mãe.


Era saudade o que eu sentia. Mas era saudade de alguém que eu sabia que voltaria, e eu sabia que quando eu a encontrasse, tudo o que sentíamos uma pela outra estaria exatamente no mesmo lugar e no mesmo sentido, talvez só em proporções diferentes, proporções cada vez maiores. E não tê-la por perto era pra mim como se todos os dias não tivessem acontecido. Eu poderia estar no meio de milhares de pessoas, e ainda assim ia me sentir sozinha. Poderia passar o dia inteirinho comendo, e mesmo assim um vazio imenso rodearia meu estômago. Eu poderia estar enrolada em dez cobertas macias e peludas, meu coração ia continuar frio e nada que me enrolasse ou me apertasse ia ser igual ao abraço dela. Qualquer piada ou distração não eram o suficiente pra me fazer esquecer o quanto não vê-la todos os dias me doía fundo. Mas eu só precisava de uma carga, como um desses celulares, eu só precisava de uma carga dela pra que tudo voltasse ao normal. É, era pura saudade o que eu sentia.

domingo, 6 de junho de 2010

Bem-vinda!


Desconfie da demasiada felicidade daqueles que sempre sorriem e também da tristeza daqueles que sempre choram. Às vezes um sorriso esconde algumas (lê-se muitas) e profundas lagrimas e vice-versa. Reflita!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Meu medo é sempre voltar.

"Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim."

Caio Fernando Abreu.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Eu só percebi agora.




"Eu sei que uma outra deve estar falando ao seu ouvido palavras de amor como eu falei, mas, eu duvido que ela tenha tanto amor e até os erros do meu português ruim e nessa hora você vai lembrar de mim... Eu sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada do tempo que transforma todo amor em quase nada, mas quase também é mais um detalhe. Um grande amor não vai morrer assim, por isso, de vez em quando você vai lembrar de mim.''

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Meu plano era te fazer feliz.


Caminhávamos juntos, conversando... Entre uma frase e outra nossos olhares se cruzavam e eu podia flagrar teu sorriso espontâneo, eu podia ver, aliás, eu podia sentir, tu era feliz do meu lado. Depois de uma longa caminhada por aquela cidade linda, sentamos. Lembro como se fosse hoje, era tardinha e o sol se punha, quando eu olhei pro teu rosto e vi refletir no teu sorriso aqueles raios de sol, meu Deus, era lindo, prendi o “te amo” na garganta, covardia. Então sorrias mais ainda pra mim, percebendo a minha inquietude e disse: “- Porque tu é assim, hein?” Eu sem entender muito respondi te questionando: “- Assim como amor?” Baixinho tu me disse “- Assim, tão... Tão singular, tão minha.” Respondi: “- Algumas pessoas só são o que elas têm que ser amor, é assim, é simples.”

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Onde você está, que não aqui?


"Eu vou assistir à noite ficar azul claro, mas não é o mesmo sem você, porque precisa-se de dois para sussurrar baixinho. O silêncio não é tão ruim, até eu olhar para as minhas mãos e me sentir triste, porque os espaços entre os dedos são bem onde os seus se encaixam perfeitamente."

(Vanilla Twilight - Owl City)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

I promise forever.


Eu sempre andei recolhendo os percalços alheios, numa tentativa quase que impossível de dar fim ao que fosse que estivesse fazendo mal pra quem eu gosto. Durante um tempo carreguei responsabilidades, grandes até, pra minha idade, pegava as dores, enfiava na minha mochila de carga, e só... Só continuava. Tempo depois, perdi pessoas importantes, uma perda atrás da outra, botei gente de 23 anos no colo e deixei chorar, e as dores alheias eu ia depositando na tal mochila de carga. Já vi muitos amigos sofrendo, e o que eu fazia? Pegava aquelas dores, e simplesmente enfiava na minha mochila de carga. Altruísmo demais? Talvez... Quando dei por mim, minha mochila de carga estava cheia... E agora? E os meus problemas, onde eu enfiaria? Não tinha nenhuma mochila de carga alheia que agüentasse tudo o que eu tinha pra depositar. É por isso que eu escrevo. Porque cada tiquinho de tranqüilidade que eu dou a alguém, é um pouquinho da tranqüilidade que eu nunca tive.

"We go together. I promise forever everyday together i live with you."

quinta-feira, 1 de abril de 2010

entre nós, ao seu lado, dentro de você.



Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas... Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.

Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, pra você, pra mim.


Caio F. Abreu

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez"

Caio F. Abreu

terça-feira, 26 de janeiro de 2010



[...] sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor, pois se eu me comovia vendo você, pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo, meu Deus...como você me doía! De vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme...só olhando você, sem dizer nada só olhando e pensando: Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando!

Caio F. Abreu