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terça-feira, 21 de junho de 2011

Alma, deixa eu ver sua alma?


Mas o tempo, esse sim me fez mudar, pra melhor. Progredir sempre é o que eu penso, é pelo o que eu torço. Muitas vezes não dei valor para algumas pessoas que estavam perto e menosprezei quem a mim dedicava atenção, e também muitas vezes depositei tudo de mim em quem não merecia, mas em um todo não foi tão ruim assim, erros submetem a que? Aprendizados, respondo. E errei, e aprendi. E ainda erro, assim como ainda aprendo. Como um ciclo, até que não se tenha mais o que errar ou mais o que aprender. MAIS. Agora mais é o que eu quero. Mais carinho, mais ternura, mais compreensão, mais dedicação, mais amor para com o próximo, mais acertos e mais aprendizados, mais alma e mais entregas, sem medo das conseqüências, sem pensar no depois, no que vai ser ou não ser, no que será, porque o que importa é o agora. E o que vier depois? A gente vê DEPOIS. E depois.

Conseqüência de entrega (body mind and soul) pode ser sorriso. Sorria!

terça-feira, 17 de maio de 2011

I have a question.


Já parou pra pensar o que nos move? Gasolina que não é. Desculpem-me o tom irônico, só queria aprender a ser ríspida pra ver se consigo ser menos interrogação e mais afirmação. Tentativa falha. Mas então caro amigo o que nos move? Dizem que é essa coisa de querer ser feliz, que a gente tem que procurar por ela (a felicidade) infinitamente, só pra sei lá, ter força (?) e sempre continuar, mas então me pergunto: Não seria burrice ou até mesmo masoquismo da nossa parte procurar até o finito algo que temos a consciência de que nunca vamos alcançar em sua total espécie e glória? Claro que sim. Ou não. Mas então o que nos move? Apatia move alguém? Força de vontade move, mas pra alcançar o que? Os seus objetivos? E esses objetivos são para chegar aonde? E vale a pena lutar pra chegar onde você tenta chegar? Afinal, viver pra quê? Não me entendam mal, não estou falando que não valha a pena viver e que a vida não é em seu contexto geral para ser vivida, mas e quando deitamos a cabeça no travesseiro, estamos mesmo satisfeitos com tudo o que fizemos durante o dia? Bem aproveitado, mal aproveitado. Desperdiçado? Mas então o que nos move? Não quero ser lógica, também não quero obter respostas lógicas morais ou amorais, talvez nem queira nenhuma resposta. Só me diga que vale a pena, que é bom estar aqui, que é bom ter um motivo, ou que não existe motivo algum, é isso e fim. Sem especulações, porque são nos argumentos que se formam as dúvidas, penso.


Movidos pela raiva nós fazemos muitas coisas, mas e movidos pelo AMOR, nós fazemos o que? Reflita.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Você tem um motivo?


Senti um medo hoje, coisa que não vinha sentindo a tanto. Deparei-me com a rotina tão desgastante, tão impaciente e tão... Egoísta. Não sou eu e nem é você, é o tempo. Que vai passando, vai trazendo, vai levando, vai marcando e apagando. É ele. Passa, traz, leva, marca e apaga tudo isso sem nem bater na porta ou pedir permissão para entrar, sem nada, como poucos e nem tão bons assim, ele não usa de palavras, mas sim de ações. Desesperador. Você não tem saída, muito menos escolha, você não tem opções e nada depende de você, porque independente de qualquer coisa dita ou feita, ele nunca muda, ele só tem um ciclo, ele passa. Estranho é escrever sobre o tempo, estranho é o sentir passar, estranho é conviver com ele, sábio é tentar aprender com isso. Você está com o que hoje? 13 anos? 18? 27? 32? 48? 76? 101? Você vê, ele lhe roubou umas coisas e lhe deu outras, sabedoria felicidade amizade rancor mágoa... Rugas? Sinais. Só tive medo então, de não ter tempo.


"Servir, amar, doar, purificar, meditar, realizar."
"Acredite no amor,
desligue a tv."


Imagem Por: Ygor Marotta.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Da sessão: cartas.

Oi.


Sabe, eu poderia seguir escrevendo linhas infindáveis aqui sobre todas as verdades que eu desejei te dizer, aquelas quais muitas vezes eu ensaiei na minha cabeça, palavra por palavra, o jeito mais certo, a flecha mais certeira, pra te machucar. Pra te acertar. Mas não. Bandeira branca, eu quero é paz. É certo que tu não sabes o quanto me machucou projetando em mim algo além da imaginação, além do real. Enquanto eu era a gordinha inteligente, estava ruim. Sabia que fisionomia nunca foi caráter? E esse mundo estereotipado não é molde perfeito para ninguém. Pois eles sempre exigem mais do que realmente qualquer um pode dar. Tu exigiu. Dizem que as coisas ruins a gente esquece, mas isso é deveras mentira, pois eu me lembro muito bem. De tudo. Apesar de todos os pesares, não quero ser amarga, entende? Não foi pra isso que nasci e não foi com esse desejo que cresci, fico muito feliz, e feliz talvez não seja a palavra mais certa a usar, mas sim satisfeita, me sinto satisfeita de não ter seguido os passos que querias que eu seguisse, por sempre ter minha opinião formada, por almejar coisas boas e correr atrás delas, por não ser carrancuda com as pessoas. E... Fico triste, muito triste por não poder partilhar isso contigo, aprendi que coisas boas devem ser partilhadas, e assim elas se multiplicarão. Por isso não vou escrever de todas as coisas horríveis que te desejei um dia ou certos dias, isso não me acresce em nada, muito menos a ti. Só te escrevo pra te desejar que alguma coisa bem boa te aconteça, dessas coisas que tocam a alma. Que bate no coração e faz o ritmo mudar. Entende o que eu quero dizer? Talvez hoje não, mas um dia quem sabe. Por isso te escrevo, porque apesar de tudo és parte de mim, uma parte machucada reconheço, e essas partes a gente não arranca, a gente não joga fora, a gente cuida, a gente trata, dá atenção e espera elas melhorarem. É só ter fé. Se melhorar me escreva, e se não melhorar me escreva mesmo assim. Vou esperar que algo bom brote aí dentro, porque a terra é boa, basta saber semear.


Fique bem, um abraço.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Mil vidas você.


Ele é forte, já passou por cada uma, vai sair dessa. Claro que sim, eu pensei, mas em súbito lembrei que um dia, os fortes também desabam.


Você ficaria dias ali por mim, esperando sentadinho na frente do portão, olhar baixo e respiração ofegante, era assim e sempre foi. Avistasse a minha chegada, era uma faceirice só, também não seria para menos, quatorze anos de convivência, companheirismo mesmo, sem pestanejar em momento algum. Levava-me até a porta da escola, e quando eu saia, lá estava você novamente, me esperando. Corria rua comigo, apesar de menina, sempre fui moleque. Lembro à tardinha, com livro em mãos concentrada na minha leitura, pensando estar sozinha, viajando entre as linhas e as histórias, você estava do meu lado, em silêncio, mas estava ali, muitas vezes apenas esperando por um misero carinho meu, nem sempre dado, mas você esperava. Que sentimento ruim esse de quase perder e depois recuperar, porque são naqueles minutos de coração disparado, onde a adrenalina toma conta, que você não sabe se sai correndo se esconder e chorar ou se fica e luta. Vai à luta! Aí a gente fica pra lutar, e agarra a coisa com as mãos, e vê as chances uma a uma escorregando entre os dedos, imagina coisas, imagina milhares de coisas, frenesi total. Medo. Até que você enxerga uma das chances querendo ficar, agarra com a ponta das unhas, com todas as forças que tem nos dedos, e não a deixa escapar. Ela está ali, e ela é sua. Mas é essa sensação de quase ter perdido que deixa o gosto amargo na boca esse mesmo gosto que se engole seco, porque você percebe que enquanto tudo estava de certa forma bem, enquanto não houve o risco, enquanto não foi passado o susto, você agia apático em relação a quem te ama em relação a quem está perto de você. E então eu digo que não é preciso você perder, ou quase perder pra APRENDER a dar valor. Dê um abraço especial e sincero hoje, mesmo que seja de despedida.


Imagem Por: Ygor Marotta.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Inevitável.


E que você não estaria aqui ou ali, caso eu precisasse. Porque você já se foi, só eu que fiquei. E que as coisas (lê-se pessoas) passam, as coisas mudam. E que algum dia aprendemos a lição, sem dor, só aprendizado. E que o peito calejado, vai agüentar cada vez mais fundo, cada vez mais forte. E que o sorriso de rosto cansado, vai ser cada vez mais raro, mas a cada dia mais sincero. E não parece, mas isso importa. E que o dia que você olhar a sua volta, possa se encontrar não rodeado de várias pessoas, mas algumas poucas que você realmente possa contar. E que seja para o que der e vier, verdadeiramente. E que esse dia não demore a chegar, que fique que passe que mude que aprenda que agüente que sorria que importe que encontre que conte. Que viva.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Quando costumávamos ser, nós.



Xícaras de café espalhadas pelo chão, filmes, apatia e muita solidão. Talvez em um contexto geral não fosse tão ruim assim, conclui que uma vez na vida, ao menos uma, todos nós, dos mais fortes aos mais fracos, chegamos ao ponto mais remoto, o fundo, é disso que falo. O fundo. Bem fundo. E você tem que chegar lá, você vai chegar lá e vai perceber, vai notar todas as coisas boas que antes na superfície, vamos denominar esse estado assim, você não notava. E lá no fundo, bem no fundo, pois é do fundo que eu falo, você vai encontrar forças, em algum lugar dentro de você, uma força que só o fundo pode te dar, uma força que só no fundo você pode encontrar, e essa força vai te fazer voltar.

Me imagine sempre sorrindo, porque se um dia você realmente me encontrar é assim que vai me ver. Mesmo que seja no fundo.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Você tem.



Saí por aí um dia desses sem destino, sem preocupação, sem alvo certo, sem caminho certo, meu mundo. No meio da caminhada, ou inicio inconsciente, não sei... Percebi que por mais que não queiramos, nossos passos estão traçados, linhas de pensamentos inconstantes, sucessivas, e de um só propósito a cada dia. E dessa vez o meu era sem querer querendo tentar encontrar alguém especial, algo ou alguém que provasse, atestasse, ou ao menos sinalizasse a mim um motivo para continuar acreditando, que seja torpe amoral ou sei lá o que... Um motivo. Procurei em cada rosto desconhecido algum eterno Romeu e foi quando o vi não muito distante, em direção contrária a minha, cabelos grisalhos, vinha de bicicleta carregando sua Julieta, nas mãos da amada avistei flores e no seu rosto um lindo sorriso, ah Romeu.

Achei o meu motivo de hoje, e tu achaste o teu?
Porque amor não se define, mas talvez uma pequena porcentagem sua seja isso, a procura diária por motivos para não desistir.
Mais amor, por favor!

domingo, 7 de novembro de 2010

Abs(trato).


Longe, perto, longe, longe, perto e longe. Um passo a frente, dois pra trás. Regressão. Um caminho estranho, estranho porem necessário. Você já teve que continuar seguindo mesmo sem saber para onde deve ir?

Há muito mais, alem do que podemos ver. Mas se você caminhar olhando somente para trás nunca vai conseguir enxergar o que se tem pela frente. Ser feliz é agora!

Imagem por: Ygor Marotta.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Da sessão: cartas #2

Vó.

Não sei como as coisas foram chegar a esse ponto sem eu perceber vó, fui ficando triste, triste, triste, vazia, o mundo ali e eu me fechando pra ele vó, e tu aí né vó... Me observando.
Desculpa vó, se não passei tempo suficiente com a senhora, não passei né vó? E hoje eu sei que todo tempo do mundo ainda é pouco né, e a gente acha que tem um vidão pela frente e de certa forma acredita que as coisas são eternas, doce engano né vó? Desculpa vó se estava ocupada demais com o trabalho para ir ao seu aniversário, desculpa vó por não ir todas as vezes que pude a sua casa, eu achava mais bacana passar meu tempo das férias com a galerinha vó, do que contigo, como eu fui burra vó, desculpa vó se não prestei atenção no teu Italiano e nas coisas que aparentemente pra mim eram bobas, mas mal sabia eu, eram muito sabias. Lembro daquela vez vó, que quando pequena sujei meu vestido todinho de amora, manchei ele e a senhora disse pra mãe que não era minha culpa né vó, eu lembro de como à senhora ria pra mim vó e hoje mal consegue mexer a boca para mostrar os dentes, mas não se preocupe vó, eu vejo nos teus olhos, eu vejo teu sorriso neles. E eu vejo orgulho neles vó, até mesmo admiração, obrigada vó por me fazer sentir isso. E me desculpa de verdade vó, eu poderia estar lá, eu poderia estar, mas a gente sempre acha que vai dar que vai dar que outras oportunidades vão vir né vó? Mas não vieram vó, e eu não tenho como voltar. Eu não quero ser desacreditada igual à mãe vó, ela disse que eu sou muito bobinha e que amor não existe, mas a senhora me disse que era pra eu encontrar alguém pra amar, lembra vó? Eu vou encontrar vó, eu prometo.
Sabe como são esses correios de hoje em dia, e a senhora nunca se acostumou com a tecnologia né vó? Eu sei... Nem telefone. Tenho receio de que quando essa carta chegar teus olhos já estejam cerrados e nunca mais abram vó, e aí vó eu vou ter que te pedir desculpas mais uma vez por nunca ter tido coragem de te dizer todas essas coisas vó. Eu te amo.

Da tua netinha, Lourdes.